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A importância do planejamento financeiro

Nos Seminários de finanças e contabilidade para médicos, promovidos pela Clinimkt, em parceria com a Clínica São Vicente, abordamos um assunto que é sempre muito discutido em nosso meio – a necessidade de planejarmos nossas vidas.

Nesse contexto, o planejamento financeiro é fundamental na garantia de uma vida futura tranqüila e de sucesso, tanto pessoal quanto profissional.

Desde quando iniciamos o processo de escolha de nossa especialidade, quase sempre concomitante com o fim da faculdade e com o início de nossas atividades como profissionais liberais, devemos ter em mente que por alguns anos à frente ainda necessitaremos investir, antes de lucrar com a nossa profissão.

A consciência deste fato facilita em muito o êxito de nossos empreendimentos, tanto pessoais quanto profissionais. Por exemplo, saber que teremos ainda três ou, em alguns casos, seis anos de formação complementar em determinada especialidade, implica em talvez adiar um pouco o sonho de casar e, principalmente, de ter filhos.

Da mesma forma, investir em consultório próprio, seja em sociedade ou não, deve ser uma decisão tomada com base na consciência de que deverá haver tempo de maturação suficiente para que o negócio aconteça de maneira sustentável. Isso implica em calcular o investimento de forma que ele não atrapalhe seus outros planos de vida, a fim de que tenha garantida sua qualidade de vida.

Por tudo isso, busque orientação, planeje-se e garanta a realização de seus planos de vida. Os resultados serão, certamente, compensadores em longo prazo!

Márcio Sanches - Diretor da Clinimkt
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Agentes influenciadores do processo de consumo em saúde

Independentemente da razão pela qual um indivíduo busca um serviço de saúde (doença, acidente ou ferimento), vários stakeholders (indivíduos que impactam ou são impactados em um negócio) participam de maneira direta ou indireta desse processo.

Phillip Kotler e Joel Shalowitz (Kotler, 2010, p.105-126) descrevem essa complexa rede de interesses, onde desde indivíduos mais próximos ao paciente, como seus parentes e amigos, o governo e suas instituições de saúde, as empresas de saúde, os empregadores e até mesmo fornecedores, principalmente os laboratórios de diagnóstico e as empresas farmacêuticas, exercem algum tipo de influência sobre a decisão de consumo.

Os autores sugerem ainda que algumas características pessoais influenciem a probabilidade de uma pessoa buscar serviços de saúde. São elas: idade, gênero/sexo, raça, renda e status socioeconômico, escolaridade, disponibilidade do serviço, cultura e crenças dos pacientes.

Mendoza-Sassi (2001), revisando alguns fatores que influenciam a utilização de serviços de saúde pela população brasileira, descreve um maior consumo por parte de crianças, mulheres em idade fértil e idosos.

Outro dado importante observado por Kotler e Shalowitz, descrito anteriormente por Queiroz (1993), é o papel central das mulheres como responsáveis pelos assuntos de saúde não só relacionados a si, mas também à sua família, com participação decisiva em todos os estágios do processo de decisão de compra: reconhecimento do problema, busca de informações, avaliação das alternativas, tomada de decisão e comportamento pós-compra.

Márcio Sanches - Diretor da Clinimkt
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A percepção da doença como influenciador na busca por serviços de saúde


A contratação dos serviços prestados por empresas de saúde confere aos seus contratantes o papel de consumidores, com contratos estabelecidos e regras a serem cumpridas tanto pelos fornecedores quanto pelos compradores, tendo-se legislações específicas e órgãos competentes regulando e fiscalizando, respectivamente, essa relação comercial.

Inúmeros profissionais de marketing pesquisam, analisam e formulam teorias sobre como os consumidores de saúde se comportam e reagem a estímulos e experiências de compra. Tentam entender quem participa do processo de decisão de compra, e como fazer para sensibilizá-los. Enfim, buscam entender como criar diferenciais competitivos para seus clientes no mercado, fazendo-os sobressaírem frente à concorrência.

Um fato interessante a ser observado neste contexto é que, para boa parte da população brasileira, representada pelas classes sociais de menor poder aquisitivo, reconhecer-se doente significa estar incapaz para o trabalho, com conseqüente comprometimento das funções laborais que garantem sua subsistência. A disposição e a capacidade de trabalho conferem, portanto, condição de saúde ao indivíduo (Queiroz, 1993).

Já em 1979, Boltanski defendia que, entre as classes sociais mais baixas, a doença tenderia a ser percebida somente quando houvesse uma incapacitação do desempenho social, representado pelo trabalho, aspecto também observado por Giovani, em 1980.

Por outro lado, observações diárias em minha prática clínica sugerem que indivíduos de maior poder aquisitivo e maior nível de instrução identificam mais precocemente alterações biológicas em seus organismos, buscando atendimento médico a fim de prevenirem complicações e garantirem o restabelecimento de sua condição de saúde.

Tais observações reforçam minha impressão de que o profissional de saúde além de cumprir seu dever social de informar e educar pode aproveitar essas ações a fim de divulgar seus serviços, de acordo com o código de ética que rege sua profissão.

Márcio Sanches - Diretor da Clinimkt
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