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Aula – audiovisual – de responsabilidade civil


Vale a pena assistir "Flight" (O vôo), filme de Robert Zemeckis, que ainda está em cartaz, nos cinemas, por esses dias. É, indiretamente, uma "aula" de institucionalismo – e eu não me assustaria se soubesse que seu patrocinador é a NTSB (National Transportation Safety Board), poderosa agência reguladora estadunidense que trata, entre outras coisas, da investigação das causas dos acidentes aéreos.
A outra agência – igualmente robusta –, a FAA (Federal Aviation Administration) passa de raspão no argumento, mas o sindicato dos pilotos não. E é abordada a questão das relacões "com a imprensa e a mídia" (assim mesmo, separando uma coisa de outra coisa) em momentos de crise.
Responsabilidade é o "plot" - todo o tempo. Quem é o responsável? Pelo estado do avião, pelo estado do piloto, pelo estado - de ânimo - da tripulação, pelo acidente, pelas vidas perdidas, pela perda da aeronave, pela potencial falência da empresa aérea etc. etc. etc. Em certo ponto, o personagem principal - o piloto Whip Whitacker, interpretado pelo ator (indicado ao Oscar pelo papel) Denzel Washington, diz mais ou menos isso: - Eu traí a confiança pública (I've failed with the 'public trust').
É isso aí. "Public trust" é algo intangível, sutil, quase etéreo. E é com essa matéria 'prima' que relações-públicas – e jornalistas responsáveis – têm que lidar todos os dias. É bom que o entretenimento se preste também a dar aulas sobre coisas tão "invisíveis" quanto responsabilidade civil - algo que vem muito antes da responsabilidade - tão em moda - social.
Na minha opinião, os conflitos mostrados neste filme (tirando a noção errônea de que algumas drogas "curam" os efeitos de outras - ponto que provocou reações hilariantes na plateia de que participei ontem) e os modos de agir dos personagens do filme - e sobretudo a seriedade com que são retratadas as instituições - são exemplares e devem servir de inspiração, pois estão a anos-luz, por exemplo, da (respire fundo) Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (a "popular" Agetransp), que significa - e é - um NADA, como podem atestar os mais de 16 milhões de almas que se movem no estado do Rio de Janeiro.


Por Manoel Marcondes Neto
Professor da Faculdade de Administração e Finanças da UERJ, bacharel em Relações Públicas (UERJ), especialista em Análise de Sistemas e Métodos (St. Charles CPE/EUA), mestre em Comunicação com ênfase em Sistemas de Informação (UFRJ) e doutor em Ciências da Comunicação (USP). Editor dos websites ‘marketing-e-cultura.com.br’ e ‘rrpp com.br’.
Autor dos livros ‘A transparência é a alma do negócio’ (Conceito Editorial, 2012), ‘Relações Públicas e Marketing: convergências entre comunicação e administração’ (Conceito Editorial, 2008, 2a. edição), ‘Marketing Cultural: das práticas à teoria’ (Ciência Moderna, 2005, 2a. edição) e co-autor (com Lusia Angelete Ferreira) do livro ‘Economia da Cultura: contribuições para a construção do campo e histórico da gestão de organizações culturais no Brasil’ (Ciência Moderna, 2011). 
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Jogo fatal de 7 erros – Brasil: ame-o, mas deixe-o



Uma tragédia acontece. Como ficamos sabendo dela? Pela mídia. Sempre. A menos que a tragédia ocorra em nossa vida, em nossa família, em nosso quarteirão.
Quando o Titanic afundou, lá no Atlântico Norte, há mais de século, a mídia não tinha o poder e a tecnologia que tem hoje, mas o mundo soube da tragédia rapidamente, em questão de horas.
Quando o Bateau Mouche afundou na Baía da Guanabara, há um quarto de século, a mídia cobriu a tragédia “ao vivo”, em todas as suas cores.
Agora, o país inteiro parece que afundou no seu próprio “jeitinho”, com a tragédia da boate Kiss – beijo da morte dado, até hoje, em 237 pessoas que só queriam divertir-se por algumas horas, algo casual, habitual. Nenhum desses jovens estava lidando com bombas hidráulicas numa plataforma de petróleo, ou operando um guindaste numa pedreira, ou servindo numa guerra. Estavam, todos, no curso normal de suas vidas – o que, no Brasil, tornou-se um risco acima da média, acima do compreensível, acima do suportável. Por que?
  1. Abre-se uma casa noturna, ou comércio, ou outro tipo de serviço (restaurante, lanchonete ou cabeleireiro) em qualquer lugar. Em imóveis não preparados para a atividade comercial, com o consequente atendimento a um grande número de pessoas. São imóveis (mal) adaptados. Quantas vezes você já se sentiu – “de cara”, ao chegar – entrando numa “arapuca”? Pense. Lembre.
  2. Abre-se, quase sempre, o “negócio”, em “fase pré-operacional” (“soft opening”, para os bilíngües). Ou seja, sem todos os equipamentos, sem todos os profissionais, sem cumprimento a todas as normas – ou a nenhuma norma. É a maldição de uma malandragem que até parece bordão de humorista: “alvará em andamento...”. E isto acontece no nosso principal “portão de entrada”, o Rio de Janeiro –  deu n’O Globo – falta alvará em 36 dos 56 espaços culturais do município do Rio de Janeiro. Pano rápido.
  3. Uma dessas normas – de todos conhecida – é a necessária “aprovação” do “estabelecimento” pelo Corpo de Bombeiros. Ocorre que essa aprovação se resume a um conjunto de papéis, incluindo notas fiscais de compra de extintores na “firma tal”, do companheiro “bombeiro tal” mais “próximo” do local.
  4. Outras normas – da alçada da prefeitura (as cidades são os lugares onde os negócios efetivamente “estão”, apesar de valorosos deputados quererem criar ainda mais leis estaduais e federais sobre a matéria) – se traduzem noutros papéis. Mas ninguém vai lá checar. Nunca. Ou quase nunca. É tudo, sempre, explicado, depois da tragédia, assim: - os documentos estavam em ordem e cumpriam todas as exigências... Fiscalização? Esquece... Quando foi a última vez que você viu alguém talhado para trabalhar como fiscal (e interessado em fiscalizar, para o bem dos brasileiros) – prestando concurso para... fiscal? Quer-se o ótimo salário. Quer-se a ótima aposentadoria. Mas, o que fazer com o quotidiano e os 35 anos necessários para se chegar “lá”? “Concurseiros”, autodenominam-se.
  5. Em todo e qualquer lugar há uma capacidade máxima para pessoas. Num banheiro, num cinema, num estádio. Mas, quem são os primeiros a forçar uma barra, junto ao “segurança”, para “dar uma entrada, rapidinho”? Nós mesmos.
  6. Os equipamentos de segurança (e as câmeras de “segurança”) estavam “em manutenção”, mas o estabelecimento já havia “notificado” as autoridades (in)competentes... e continuava funcionando.
  7. Os extintores não eram adequados... Os extintores não funcionaram... Ninguém sabia operar os extintores... Quantas vezes ainda ouviremos, leremos, assistiremos isto?
E a última, também n’O Globo: no Brasil, só 11% das cidades têm Corpo de Bombeiros. É preciso mais notícia? E o Corpo de Bombeiros – as pesquisas confirmam, ano após ano – é a instituição em que os brasileiros mais confiam...
A mudança necessária é cultural. E por isso, árdua a e longa. Vamos encarar? Se não, é melhor ir cuidando do passaporte...

Por Manoel Marcondes Neto
Professor da Faculdade de Administração e Finanças da UERJ, bacharel em Relações Públicas (UERJ), especialista em Análise de Sistemas e Métodos (St. Charles CPE/EUA), mestre em Comunicação com ênfase em Sistemas de Informação (UFRJ) e doutor em Ciências da Comunicação (USP). Editor dos websites ‘marketing-e-cultura.com.br’ e ‘rrpp com.br’.
Autor dos livros ‘A transparência é a alma do negócio’ (Conceito Editorial, 2012), ‘Relações Públicas e Marketing: convergências entre comunicação e administração’ (Conceito Editorial, 2008, 2a. edição), ‘Marketing Cultural: das práticas à teoria’ (Ciência Moderna, 2005, 2a. edição) e co-autor (com Lusia Angelete Ferreira) do livro ‘Economia da Cultura: contribuições para a construção do campo e histórico da gestão de organizações culturais no Brasil’ (Ciência Moderna, 2011). 
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Sobre "piar". Sobre RP.


Colóquio - numa rede social - sobre ser e parecer:

"A": Oh! Bial... dizer que o pessoal vem ao shopping center fazer "relações públicas" como "candidatos" ao BBB é pra acabar né?! Alguém explica pra ele a IMPORTÂNCIA da nossa profissão?

"B": Estava assistindo no momento e entendi que Bial se referia à forma que eles (candidatos a BBBs) se comportam em relação ao público, às pessoas que vão ao shopping center para vê-los, à questão de estarem mesmo usando e "trabalhando" suas imagens para conseguirem o voto e entrar na casa. Nossa profissão (relações-públicas) é muito mais que isso, mas o comentário não foi ofensivo.

"ESTE ESCRIBA": A referência - jocosa - pode ser vista como neutra ou boa (para o pessoal que analisa "clipping" não seria preocupante). Concordo com "B"; o uso da expressão RP no contexto foi correto. As pessoas - físicas e jurídicas - querem mostrar um viés deliberado de si mesmas para obter "a" ou "b" julgamento de "seus públicos". São "perfis" pensados e até certo ponto "fake", porque ninguém é totalmente bom ou mau, ou sagaz ou tosco, lerdo ou rápido no gatilho. Como estão "na mídia", mais "PR" ainda querem "fazer" (uso "piar" também com ironia, aqui, propositalmente). Quanto mais "buzz", melhor. Porque são "noticiados", acompanhados, "votados", "eleitos" e premiados. Isto me faz recordar o personagem faz-tudo "McGiver", do Casseta & Planeta, "RP" do impossível (mas verossímil) jogador de futebol "Quequeilson". Na brincadeira também se pode passar conceitos adequados, afinal a comunicação, como ensina Berlo, tem 4 funções (que se superpõem e intercambiam o tempo todo): informar, educar, persuadir e divertir. Se quisermos ser puristas - também há lugar para isso no mundo - o Sr. Bial deveria deixar descansando no Sindicato a sua credencial de jornalista, este belo ofício, que nada tem a ver com o que vem fazendo profissionalmente já há alguns anos.

P. S.: Sobre esse tema, um episódio marcou muito a memória dos que viveram a passagem do embaixador Rubens Ricúpero pelo então Ministério da Economia. Conversando no estúdio com o jornalista Carlos Monforte, antes de uma entrevista pela TV (aberta) Globo, Ricúpero comentou, íntimo, com o repórter: - O que é bom a gente conta, o que não é a gente esconde. Agiu como gente, como toda e qualquer pessoa humana deste planetinha, que quer mostrar qualidades e ocultar defeitos - tanto quanto possível. O ministro caiu por ter dito o que disse - uma vez que o áudio "vazou". A falseta ficou conhecida no meio comunicacional como "o escândalo da parabólica".
Por Manoel Marcondes Neto
Professor da Faculdade de Administração e Finanças da UERJ, bacharel em Relações Públicas (UERJ), especialista em Análise de Sistemas e Métodos (St. Charles CPE/EUA), mestre em Comunicação com ênfase em Sistemas de Informação (UFRJ) e doutor em Ciências da Comunicação (USP). Editor dos websites ‘marketing-e-cultura.com.br’ e ‘rrpp com.br’.
Autor dos livros ‘A transparência é a alma do negócio’ (Conceito Editorial, 2012), ‘Relações Públicas e Marketing: convergências entre comunicação e administração’ (Conceito Editorial, 2008, 2a. edição), ‘Marketing Cultural: das práticas à teoria’ (Ciência Moderna, 2005, 2a. edição) e co-autor (com Lusia Angelete Ferreira) do livro ‘Economia da Cultura: contribuições para a construção do campo e histórico da gestão de organizações culturais no Brasil’ (Ciência Moderna, 2011). 
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Aumentando os Resultados Usando a Programação Neurolinguística






PNL (Programação Neurolinguística) é um sistema de comunicação, um método prático para alcançar resultados excelentes através da utilização de recursos que já possuímos, mas que precisam ser aperfeiçoados, como a forma com que pensamos e como ela afeta a nossa forma de agir e falar. É uma união entre mente (forma de pensar), corpo (comportamento) e linguagem (verbal e não-verbal). Podemos trabalhar nosso pensamento de forma a tomarmos as melhores decisões, e assim conseguirmos os melhores resultados.

A PNL é o primeiro modelo capaz de observar o relacionamento entre como nós neurologicamente processamos informações e o efeito disto no nosso comportamento e sentimento.

De que maneiras ela pode contribuir na vida de uma pessoa?

§  Aumenta drástica e rapidamente a autoconfiança e o controle das emoções;

§  Melhora as relações interpessoais e o trabalho em equipe;

§  Desenvolve crescimento pessoal e de carreira para o sucesso;

§  Permite obter-se comportamentos mais excelentes e criativos;

§  Promove mudanças profundas e efetivas;

§  Possibilita negociar e resolver conflitos de uma forma positiva, assim como na gestão de crises.

Todas as pessoas percebem e interpretam o mundo através dos seus canais perceptivos que são os canais auditivo, visual e cinestésico. Cada pessoa tem um sistema preferencial para perceber e interpretar o mundo e comunicar às outras pessoas os seus desejos e vontades através das relações interpessoais. Pensamos vendo imagens (VISUAIS), ouvindo (AUDITIVOS), sentindo e tendo sensações (CINESTÉSICOS) e falando (diálogo interno).

Aplicação no trabalho:

A PNL aumenta as condições de levantar as necessidades do cliente, enfatizar as características e benefícios do produto que está oferecendo e guiar o cliente a fazer escolhas sensatas que atendam o que é realmente importante para ele de forma prazerosa e objetiva.

A comunicação interna da empresa melhora significativamente, uma vez que as equipes estejam treinadas de modo a interagirem observando a melhor maneira de comunicar as decisões que foram tomadas.

No setor de RH, a PNL corrige um pedaço do processo seletivo que diz respeito à análise e avaliação de cargos através de parâmetros como habilidades, comportamentos, crenças, identidade e resposta emocional às circunstâncias que o profissional deve ter no cargo pretendido por ele ou oferecido pela empresa.

Hoje, a PNL é o que existe de melhor no campo de desenvolvimento de pessoal e ou profissional, uma vez que trabalha com a aquisição e treinamento de novos comportamentos, habilidades e recursos.

Outra grande conquista é a redução do estresse no ambiente de trabalho.  Como a PNL oferece um modelo eficiente para as pessoas perceberem e se comunicarem com o mundo elas se tornam muito mais automotivadas, criativas, calmas, perceptivas e receptivas às demandas da rotina empresarial.

Hoje, a PNL é bastante requisitada nas organizações, porque suas técnicas são utilizadas para superar limitações. Essa ferramenta é encarada como método de persuasão e motivação. Segundo consultores, ela ensina o profissional a empregar a linguagem para influenciar pessoas e auxilia nos problemas de relacionamento, ajudando no combate ao stress, depressão e ansiedade.

Os treinamentos em PNL são realizados em formas de jogos ou dinâmicas e servem tanto para preparar tecnicamente os gestores para a aplicação da ferramenta nas empresas como para contribuir no desenvolvimento comportamental e técnico dos colaboradores em geral.


Por Luciana Blard Castro

Médica Veterinária, Máster em PNL pelo Instituto de Neurolinguística Aplicada (INAp) e facilitadora em treinamentos e palestras.

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Complexidade e mídia

Vivemos uma sociedade complexa. E isso não é de hoje. Desde Babel há registros. As chamadas tecnologias da informação e comunicação (TIC) só tiveram o efeito demonstração de colocar todo mundo ao vivo ao mesmo tempo agora. É como se fosse uma dessas "salas de controle" da Prefeitura do Rio, na qual se assiste a cidade inteira, o que é, aliás, extremamente angustiante - porque a Polícia não consegue agir em todas as frentes necessárias num dado momento de incidentes coincidentes. Fica-se assistindo uma trombada na Ponte, um arrastão em Madureira e um homicídio na Av. Brasil, melhorando as estatísticas, mas...

Faz-me lembrar uma polêmica em sala de aula, quando disse que a meta da polícia, em Londres, é ter uma câmera para cada 14 habitantes. Um estudante sacou: - deve ser terrível viver em uma cidade assim, sem privacidade... Só pude indagar a uma sala que permaneceu silente: - privacidade? Na rua? É isso! O brasileiro “médio” (de todas as classes; A, B, C, D, E, F, G, H) quer privacidade na rua! Para urinar em paz, para matar no caixa eletrônico, fazer arrastão no posto de gasolina, furar a fila, fazer "pega", pegar o pacote de dinheiro, jogar a guimba de cigarro no canteiro, o sofá no córrego etc. etc. etc.
 
Retornando ao tema que me fez escrever essas linhas: esta semana assisti - atrasadíssimo - ao ótimo filme “Zona Verde”, do diretor Paul Greengrass. Na cena final, o cidadão iraquiano acaba com as boas intenções do "hero" Matt Damon e diz: - vocês não têm o direito de querer resolver os nossos problemas. A invasão do Iraque - primor da ilegitimidade e do descumprimento das decisões da ONU (depois a Líbia, quem sabe a Síria e, finalmente, o Irã) é uma prova recente do vaticínio de Goebbels, de que "uma mentira dita mil vezes...". 

No discurso público do documentarista Michael Moore em Wisconsin, ele lista as maiores mentiras que os governantes (republicanos e democratas) disseram ao povo americano na última década: "America is broke", e "There are mass destruction weapons in Iraque". O tio Sam faz guerra para tocar a sua política interna.

Remember o primeiro “Back to the future”, de 1985, quando nós - ainda "quase crianças" - víamos Doc Brown ser metralhado por terroristas líbios no estacionamento do shopping center.
 
 
Por Manoel Marcondes Neto
Professor da Faculdade de Administração e Finanças da UERJ, bacharel em Relações Públicas (UERJ), especialista em Análise de Sistemas e Métodos (St. Charles CPE/EUA), mestre em Comunicação com ênfase em Sistemas de Informação (UFRJ) e doutor em Ciências da Comunicação (USP). Editor dos websites ‘marketing-e-cultura.com.br’ e ‘rrpp com.br’.
Autor dos livros ‘A transparência é a alma do negócio’ (Conceito Editorial, 2012), ‘Relações Públicas e Marketing: convergências entre comunicação e administração’ (Conceito Editorial, 2008, 2a. edição), ‘Marketing Cultural: das práticas à teoria’ (Ciência Moderna, 2005, 2a. edição) e co-autor (com Lusia Angelete Ferreira) do livro ‘Economia da Cultura: contribuições para a construção do campo e histórico da gestão de organizações culturais no Brasil’ (Ciência Moderna, 2011).
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O USO DAS CORES EM AMBIENTES DE SAÚDE


Hospital não é lugar de doença e sim de saúde, confiança, bem estar e esperança.

O setor de saúde tem vários motivos para estar mais bonito que qualquer outro e as cores, como estímulos à qualidade do pensamento e do comportamento humano, são um item sutil e de altíssima responsabilidade nesses ambientes.

As propriedades psicodinâmicas das cores são cada vez mais estudadas e aplicadas nos ambientes de forma estratégica. Suas capacidades de mobilizar o ser humano são tão profundas que este mesmo muitas vezes não as percebe.

“Mente sã, corpo são”.

O estudo e a aplicação das cores nos processos de cura datam de 6 mil anos antes de Cristo, na cultura ayurvédica, mas depois da 2ª guerra mundial passaram a ser revisados pela ciência ocidental, já instrumentalizada.

Considerando as influências psicológicas e orgânicas, cada setor deveria oferecer um estímulo específico aos casos que atende.

Desde as cores de uma fachada, à cor da logomarca, passando pelas cores das paredes até os pequenos detalhes num quarto, pode-se acelerar ou retardar o processo psicológico que leva à cura. As vibrações energéticas emitidas por cada cor podem excitar ou acalmar, alegrar ou deprimir, acelerar ou retardar o processo de regeneração celular, por exemplo. Processos de coagulação, cicatrização ou contaminação, por exemplo, também estão vulneráveis às radiações da energia cromática.

Quem entra num hospital ou clínica precisa se sentir amparado, ouvido e renovado, sendo paciente ou acompanhante. Somente a seguir vem a efetiva preocupação com a cura.

Como a “limpeza” é primordial no ambiente de saúde, a manutenção do mobiliário e dos materiais deve ser altamente considerada, pelo ponto de vista da assepsia, mas também da estética.

Existem nos ambientes de saúde, formas diferentes de acomodar os pacientes.

Em consultórios dentários, por exemplo, o paciente fica reclinado e acordado, logo, o ideal é que se ofereça distração (programação visual e cor) na parte superior das paredes, da metade até o teto.

Em setores como ambulatórios, onde o paciente fica deitado e acordado por pouco tempo, também será necessária a distração, porque seu anseio em sair é muito grande. Nesse caso os tetos podem ser animados.

É muito importante observar também que há setores mais masculinos, como os de urologia, ou de exames delicados como proctologia, sendo importante que as cores não ofendam os preconceitos masculinos habituais, para que os pacientes possam relaxar e se sentirem seguros e dignos.


Já os ambientes infantis, por exemplo, não perdem nada por se parecerem com um “playground”! Pelo contrário, quanto mais distraída e à vontade a criança se sentir, melhor pode ser observada e tratada. E os responsáveis agradecem, pois a criança passa a colaborar psicologicamente no tratamento ao invés de rejeitá-lo, como é muito comum.




Para que os ambientes grandes, como enfermarias, não fiquem monótonos, é interessante usar desenhos e cores diferentes em paredes e portas. As portas podem ser um elemento de cores vivas e alegres para compensar as demais cores desse ambiente, que devem ser relaxantes, calmantes ou mesmo com propriedades sedativas.

Como quartos e enfermarias são também locais de rotatividade e de alguma impessoalidade (não se escolhe o paciente), é bom evitar cores muito estigmatizadas, símbolos e desenhos que possam ser associados a crenças e religiões, enfim, qualquer artefato que possa constranger o paciente e fazê-lo querer sair dali. Costumo optar por formas geométricas abstratas ou paisagens.

Corredores longos podem ter sua continuidade, interrompida por desenhos e cores diferentes a cada trecho para quebrar a monotonia e a sensação de “infinito” que, inconsciente, associamos ao afastamento ou à morte.  Nos tetos também será bem vinda uma programação visual em calhas de luz ou sancas, por exemplo, que distraiam o pensamento tenso do paciente transportado em maca.



Desenhos leves em tetos são bem vindos em praticamente todos os ambientes de um hospital ou clínica. Aliás luz, muita luz sempre!

Acima de tudo, em corredores e salões de espera, além da positividade que o ambiente deve passar aos pacientes e acompanhantes, devem estar claras as sensações de ordem, atenção e limpeza, pois vão impor comportamento semelhante ao usuário.



Este segmento também possui seu lado comercial, o que gera uma maior necessidade de ótima apresentação e de personalidade. Dentro de um mesmo segmento cada empresa tem seu estilo, seus objetivos e possibilidades específicas.

Em cada setor teremos um perfil de paciente, logo, em cada um deles o respeito e o carinho exigirão uma programação visual coerente e específica, que envolva as cores do mobiliário, dos materiais, da comunicação e tudo o mais.


Bete Branco.
Designer e Consultora de Cores para a Humanização dos Ambientes
21 2704-9967
21 7525-3194

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Desconstruindo Kotler: como estaremos daqui a 50 anos?

Excelente entrevista postada no website da publicação HSM Management, o grande nome do marketing, Philip Kotler, que acaba de publicar, com outros autores, um novo livro intitulado “Boas Ações” – e não estamos tratando de ações em Bolsas de Valores...
Muito lúcido e atualizado, o velho mestre aproxima-se de outro guru – Peter Drucker – chamando a nossa atenção para a necessidade de se pensar prospectiva e criativamente, por mais que o mundo se acelere.

"O que passamos hoje é fruto de decisões que tomamos há dez anos atrás", escreveu, certa vez, Peter Drucker – papa da Administração falecido em 2005.
Temos que dirigir os nossos esforços ao estudo de tendências e, portanto, à construção de postos de observação dessas tendências.

Uma outra constatação interessante: o conceito de que "menos é mais" citado na mesma entrevista. Tal surto de consciência pode mesmo já estar fazendo marola no hemisfério norte – vale a pena ler Daniel Goleman em seu novo "Inteligência Ecológica", a propósito. Esta tem que ser uma tendência levada em conta pelas empresas, sob pena de não se ter mais planeta para viver ou trabalhar em 2062.
Para completar; a rendição aos ditâmes do caos. Philip Kotler vem de uma tradição acadêmica cientificista, determinista. Proferiu sua primeira definição de marketing há 40 anos - algo "cartesiana". Alvíssaras render-se, contemporâneo, à imprevisibilidade, à complexidade e ao indeterminismo do caos em que estamos imersos, inapelavelmente.
O tempo parece acelerar-se mais e mais quando se trata da Economia das Trocas, da Propaganda, da Comunicação Social. O próprio Kotler já fez e refez sua definição de Marketing meia dúzia de vezes, atendendo ao cenário cuja única característica fixa é a mudança... 
No entanto, Drucker alerta-nos para o valor de pensar prospectivamente. Para além das tarefas do dia-a-dia. Olhar o que fazemos "de fora". Observar o mercado, as pessoas. Ler, ouvir e absorver toda a informação relacionada às nossas atividades. E refletir - algo que requer uma disciplina especial que as escolas de negócios ensinam mal ou nem isso. Aliás, por falar em reflexão, repare no início da – histórica - entrevista de Fritjof Capra, às vésperas da Rio+20, quando o cientista diz que reserva “tempo livre para pensar”... simplesmente.
 
Por Manoel Marcondes Neto
Professor da Faculdade de Administração e Finanças da UERJ, bacharel em Relações Públicas (UERJ), especialista em Análise de Sistemas e Métodos (St. Charles CPE/EUA), mestre em Comunicação com ênfase em Sistemas de Informação (UFRJ) e doutor em Ciências da Comunicação (USP). Editor dos websites ‘marketing-e-cultura.com.br’ e ‘rrpp com.br’.
Autor dos livros ‘A transparência é a alma do negócio’ (Conceito Editorial, 2012), ‘Relações Públicas e Marketing: convergências entre comunicação e administração’ (Conceito Editorial, 2008, 2a. edição), ‘Marketing Cultural: das práticas à teoria’ (Ciência Moderna, 2005, 2a. edição) e co-autor (com Lusia Angelete Ferreira) do livro ‘Economia da Cultura: contribuições para a construção do campo e histórico da gestão de organizações culturais no Brasil’ (Ciência Moderna, 2011).



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