Excelente entrevista postada no website
da publicação HSM Management, o grande nome do
marketing, Philip Kotler, que acaba de publicar, com outros autores, um
novo livro intitulado “Boas Ações” – e não estamos tratando de ações em Bolsas
de Valores...
Muito lúcido e atualizado, o velho mestre
aproxima-se de outro guru – Peter Drucker – chamando a nossa atenção para a
necessidade de se pensar prospectiva e criativamente, por mais que o mundo se
acelere.
"O que passamos hoje é fruto de decisões que tomamos há dez anos atrás", escreveu, certa vez, Peter Drucker – papa da Administração falecido em 2005.
"O que passamos hoje é fruto de decisões que tomamos há dez anos atrás", escreveu, certa vez, Peter Drucker – papa da Administração falecido em 2005.
Temos que dirigir os nossos esforços ao
estudo de tendências e, portanto, à construção de postos de observação dessas
tendências.
Uma outra constatação interessante: o conceito de que "menos é mais" citado na mesma entrevista. Tal surto de consciência pode mesmo já estar fazendo marola no hemisfério norte – vale a pena ler Daniel Goleman em seu novo "Inteligência Ecológica", a propósito. Esta tem que ser uma tendência levada em conta pelas empresas, sob pena de não se ter mais planeta para viver ou trabalhar em 2062.
Uma outra constatação interessante: o conceito de que "menos é mais" citado na mesma entrevista. Tal surto de consciência pode mesmo já estar fazendo marola no hemisfério norte – vale a pena ler Daniel Goleman em seu novo "Inteligência Ecológica", a propósito. Esta tem que ser uma tendência levada em conta pelas empresas, sob pena de não se ter mais planeta para viver ou trabalhar em 2062.
Para completar; a rendição aos ditâmes do
caos. Philip Kotler vem de uma tradição acadêmica cientificista, determinista.
Proferiu sua primeira definição de marketing há 40 anos - algo
"cartesiana". Alvíssaras render-se, contemporâneo, à
imprevisibilidade, à complexidade e ao indeterminismo do caos em que estamos
imersos, inapelavelmente.
O tempo parece acelerar-se mais e mais
quando se trata da Economia das Trocas, da Propaganda, da Comunicação Social. O
próprio Kotler já fez e refez sua definição de Marketing meia dúzia de vezes,
atendendo ao cenário cuja única característica fixa é a mudança...
No entanto, Drucker alerta-nos para o
valor de pensar prospectivamente. Para além das tarefas do dia-a-dia. Olhar o
que fazemos "de fora". Observar o mercado, as pessoas. Ler, ouvir e
absorver toda a informação relacionada às nossas atividades. E refletir - algo
que requer uma disciplina especial que as escolas de negócios ensinam mal ou
nem isso. Aliás, por falar em reflexão, repare no início da – histórica -
entrevista de Fritjof Capra, às vésperas da Rio+20, quando o cientista
diz que reserva “tempo livre para pensar”... simplesmente.
Por Manoel Marcondes Neto
Professor da Faculdade de Administração e Finanças da UERJ, bacharel em Relações Públicas (UERJ), especialista em Análise de Sistemas e Métodos (St. Charles CPE/EUA), mestre em Comunicação com ênfase em Sistemas de Informação (UFRJ) e doutor em Ciências da Comunicação (USP). Editor dos websites ‘marketing-e-cultura.com.br’ e ‘rrpp com.br’.
Autor dos livros ‘A transparência é a alma do negócio’ (Conceito Editorial, 2012), ‘Relações Públicas e Marketing: convergências entre comunicação e administração’ (Conceito Editorial, 2008, 2a. edição), ‘Marketing Cultural: das práticas à teoria’ (Ciência Moderna, 2005, 2a. edição) e co-autor (com Lusia Angelete Ferreira) do livro ‘Economia da Cultura: contribuições para a construção do campo e histórico da gestão de organizações culturais no Brasil’ (Ciência Moderna, 2011).
Professor da Faculdade de Administração e Finanças da UERJ, bacharel em Relações Públicas (UERJ), especialista em Análise de Sistemas e Métodos (St. Charles CPE/EUA), mestre em Comunicação com ênfase em Sistemas de Informação (UFRJ) e doutor em Ciências da Comunicação (USP). Editor dos websites ‘marketing-e-cultura.com.br’ e ‘rrpp com.br’.
Autor dos livros ‘A transparência é a alma do negócio’ (Conceito Editorial, 2012), ‘Relações Públicas e Marketing: convergências entre comunicação e administração’ (Conceito Editorial, 2008, 2a. edição), ‘Marketing Cultural: das práticas à teoria’ (Ciência Moderna, 2005, 2a. edição) e co-autor (com Lusia Angelete Ferreira) do livro ‘Economia da Cultura: contribuições para a construção do campo e histórico da gestão de organizações culturais no Brasil’ (Ciência Moderna, 2011).
