"A": Oh! Bial... dizer que o pessoal
vem ao shopping center fazer "relações públicas" como
"candidatos" ao BBB é pra acabar né?! Alguém explica pra ele a
IMPORTÂNCIA da nossa profissão?
"B": Estava assistindo no momento e
entendi que Bial se referia à forma que eles (candidatos a BBBs) se comportam
em relação ao público, às pessoas que vão ao shopping center para vê-los, à
questão de estarem mesmo usando e "trabalhando" suas imagens para
conseguirem o voto e entrar na casa. Nossa profissão (relações-públicas) é
muito mais que isso, mas o comentário não foi ofensivo.
"ESTE ESCRIBA": A
referência - jocosa - pode ser vista como neutra ou boa (para o pessoal que
analisa "clipping" não seria preocupante). Concordo com
"B"; o uso da expressão RP no contexto foi correto. As pessoas -
físicas e jurídicas - querem mostrar um viés deliberado de si mesmas para obter
"a" ou "b" julgamento de "seus públicos". São
"perfis" pensados e até certo ponto "fake", porque ninguém
é totalmente bom ou mau, ou sagaz ou tosco, lerdo ou rápido no gatilho. Como
estão "na mídia", mais "PR" ainda querem "fazer"
(uso "piar" também com ironia, aqui, propositalmente). Quanto mais
"buzz", melhor. Porque são "noticiados", acompanhados,
"votados", "eleitos" e premiados. Isto me faz recordar o
personagem faz-tudo "McGiver", do Casseta & Planeta,
"RP" do impossível (mas verossímil) jogador de futebol
"Quequeilson". Na brincadeira também se pode passar conceitos
adequados, afinal a comunicação, como ensina Berlo, tem 4 funções (que se
superpõem e intercambiam o tempo todo): informar, educar, persuadir e divertir.
Se quisermos ser puristas - também há lugar para isso no mundo - o Sr. Bial deveria
deixar descansando no Sindicato a sua credencial de jornalista, este belo
ofício, que nada tem a ver com o que vem fazendo profissionalmente já há alguns
anos.
P. S.: Sobre esse tema, um episódio marcou muito a memória dos que viveram a passagem do embaixador Rubens Ricúpero pelo então Ministério da Economia. Conversando no estúdio com o jornalista Carlos Monforte, antes de uma entrevista pela TV (aberta) Globo, Ricúpero comentou, íntimo, com o repórter: - O que é bom a gente conta, o que não é a gente esconde. Agiu como gente, como toda e qualquer pessoa humana deste planetinha, que quer mostrar qualidades e ocultar defeitos - tanto quanto possível. O ministro caiu por ter dito o que disse - uma vez que o áudio "vazou". A falseta ficou conhecida no meio comunicacional como "o escândalo da parabólica".
P. S.: Sobre esse tema, um episódio marcou muito a memória dos que viveram a passagem do embaixador Rubens Ricúpero pelo então Ministério da Economia. Conversando no estúdio com o jornalista Carlos Monforte, antes de uma entrevista pela TV (aberta) Globo, Ricúpero comentou, íntimo, com o repórter: - O que é bom a gente conta, o que não é a gente esconde. Agiu como gente, como toda e qualquer pessoa humana deste planetinha, que quer mostrar qualidades e ocultar defeitos - tanto quanto possível. O ministro caiu por ter dito o que disse - uma vez que o áudio "vazou". A falseta ficou conhecida no meio comunicacional como "o escândalo da parabólica".
Por Manoel Marcondes Neto
Professor da Faculdade de Administração e Finanças da UERJ, bacharel em Relações Públicas (UERJ), especialista em Análise de Sistemas e Métodos (St. Charles CPE/EUA), mestre em Comunicação com ênfase em Sistemas de Informação (UFRJ) e doutor em Ciências da Comunicação (USP). Editor dos websites ‘marketing-e-cultura.com.br’ e ‘rrpp com.br’.
Autor dos livros ‘A transparência é a alma do negócio’ (Conceito Editorial, 2012), ‘Relações Públicas e Marketing: convergências entre comunicação e administração’ (Conceito Editorial, 2008, 2a. edição), ‘Marketing Cultural: das práticas à teoria’ (Ciência Moderna, 2005, 2a. edição) e co-autor (com Lusia Angelete Ferreira) do livro ‘Economia da Cultura: contribuições para a construção do campo e histórico da gestão de organizações culturais no Brasil’ (Ciência Moderna, 2011).
Professor da Faculdade de Administração e Finanças da UERJ, bacharel em Relações Públicas (UERJ), especialista em Análise de Sistemas e Métodos (St. Charles CPE/EUA), mestre em Comunicação com ênfase em Sistemas de Informação (UFRJ) e doutor em Ciências da Comunicação (USP). Editor dos websites ‘marketing-e-cultura.com.br’ e ‘rrpp com.br’.
Autor dos livros ‘A transparência é a alma do negócio’ (Conceito Editorial, 2012), ‘Relações Públicas e Marketing: convergências entre comunicação e administração’ (Conceito Editorial, 2008, 2a. edição), ‘Marketing Cultural: das práticas à teoria’ (Ciência Moderna, 2005, 2a. edição) e co-autor (com Lusia Angelete Ferreira) do livro ‘Economia da Cultura: contribuições para a construção do campo e histórico da gestão de organizações culturais no Brasil’ (Ciência Moderna, 2011).

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