Hospital não é lugar de doença e sim
de saúde, confiança, bem estar e esperança.
O setor de saúde tem vários motivos
para estar mais bonito que qualquer outro e as cores, como estímulos à
qualidade do pensamento e do comportamento humano, são um item sutil e de
altíssima responsabilidade nesses ambientes.
As
propriedades psicodinâmicas das cores são cada vez mais estudadas e aplicadas
nos ambientes de forma estratégica. Suas capacidades de mobilizar o ser humano
são tão profundas que este mesmo muitas vezes não as percebe.
“Mente
sã, corpo são”.
O estudo e a aplicação das cores nos
processos de cura datam de 6 mil anos antes de Cristo, na cultura ayurvédica,
mas depois da 2ª guerra mundial passaram a ser revisados pela ciência
ocidental, já instrumentalizada.
Considerando as influências
psicológicas e orgânicas, cada setor deveria oferecer um estímulo específico
aos casos que atende.
Desde as cores de uma fachada, à cor
da logomarca, passando pelas cores das paredes até os pequenos detalhes num
quarto, pode-se acelerar ou retardar o processo psicológico que leva à cura. As
vibrações energéticas emitidas por cada cor podem excitar ou acalmar, alegrar
ou deprimir, acelerar ou retardar o processo de regeneração celular, por
exemplo. Processos de coagulação, cicatrização ou contaminação, por exemplo,
também estão vulneráveis às radiações da energia cromática.
Quem
entra num hospital ou clínica precisa se sentir amparado, ouvido e renovado, sendo
paciente ou acompanhante. Somente a seguir vem a efetiva preocupação com a
cura.
Como
a “limpeza” é primordial no ambiente de saúde, a manutenção do mobiliário e dos
materiais deve ser altamente considerada, pelo ponto de vista da assepsia, mas
também da estética.
Existem
nos ambientes de saúde, formas diferentes de acomodar os pacientes.
Em
consultórios dentários, por exemplo, o paciente fica reclinado e acordado,
logo, o ideal é que se ofereça distração (programação visual e cor) na parte
superior das paredes, da metade até o teto.
Em
setores como ambulatórios, onde o paciente fica deitado e acordado por pouco
tempo, também será necessária a distração, porque seu anseio em sair é muito
grande. Nesse caso os tetos podem ser animados.
É
muito importante observar também que há setores mais masculinos, como os de
urologia, ou de exames delicados como proctologia, sendo importante que as
cores não ofendam os preconceitos masculinos habituais, para que os pacientes
possam relaxar e se sentirem seguros e dignos.
Já
os ambientes infantis, por exemplo, não perdem nada por se parecerem com um
“playground”! Pelo contrário, quanto mais distraída e à vontade a criança se
sentir, melhor pode ser observada e tratada. E os responsáveis agradecem, pois
a criança passa a colaborar psicologicamente no tratamento ao invés de
rejeitá-lo, como é muito comum.
Para
que os ambientes grandes, como enfermarias, não fiquem monótonos, é
interessante usar desenhos e cores diferentes em paredes e portas. As portas
podem ser um elemento de cores vivas e alegres para compensar as demais cores
desse ambiente, que devem ser relaxantes, calmantes ou mesmo com propriedades
sedativas.
Como
quartos e enfermarias são também locais de rotatividade e de alguma
impessoalidade (não se escolhe o paciente), é bom evitar cores muito
estigmatizadas, símbolos e desenhos que possam ser associados a crenças e
religiões, enfim, qualquer artefato que possa constranger o paciente e fazê-lo
querer sair dali. Costumo optar por formas geométricas abstratas ou paisagens.
Corredores
longos podem ter sua continuidade, interrompida por desenhos e cores diferentes
a cada trecho para quebrar a monotonia e a sensação de “infinito” que,
inconsciente, associamos ao afastamento ou à morte. Nos tetos também será bem vinda uma
programação visual em calhas de luz ou sancas, por exemplo, que distraiam o
pensamento tenso do paciente transportado em maca.
Desenhos
leves em tetos são bem vindos em praticamente todos os ambientes de um hospital
ou clínica. Aliás luz, muita luz sempre!
Acima
de tudo, em corredores e salões de espera, além da positividade que o ambiente
deve passar aos pacientes e acompanhantes, devem estar claras as sensações de
ordem, atenção e limpeza, pois vão impor comportamento semelhante ao usuário.
Este
segmento também possui seu lado comercial, o que gera uma maior necessidade de
ótima apresentação e de personalidade. Dentro de um mesmo segmento cada empresa
tem seu estilo, seus objetivos e possibilidades específicas.
Em
cada setor teremos um perfil de paciente, logo, em cada um deles o respeito e o
carinho exigirão uma programação visual coerente e específica, que envolva as
cores do mobiliário, dos materiais, da comunicação e tudo o mais.
Bete Branco.
Designer
e Consultora de Cores para a Humanização dos Ambientes
21
2704-9967
21
7525-3194



Nenhum comentário:
Postar um comentário